sexta-feira, 17 de julho de 2009

Do passado para o futuro

Logo eu que sempre detestei a ideia de mudança e, ao mesmo tempo, não sei conviver com a ideia de que não existirão novos acontecimentos a cada minuto, agora, me pergunto se continuarei amando música, sorvete e pessoas; se continuarei não gostando de leite, inveja e falsidade.
Sempre quis fazer jornalismo. Desde que me entendo por gente. Olhava a Fátima Bernardes na telinha e queria fazer o mesmo que ela. Inclusive, foi por esse motivo, somente, que começei a fazer jornalismo. Esse pensamento já não é assim. Já quis demais. Hoje, não faço questão. Descobri outras maravilhas dentro do jornalismo...
Um dia, resolvi que seria cantora. Cantava no banheiro, enquanto segurava o pote de condicionador. Cantava na escola para os amiguinhos crianças assim como eu. O povo gostava. Até que um dia, lá pelos 15/16 anos me disseram que eu tinha voz de bebê que ficou grande. A pessoa disse: "Sabe aquela voz chatinha, tipo Wanessa Camargo"? Aquilo acabou comigo. A partir daí, desisti do enorme sonho de ser cantora. E olha que sonhava em ir no programa do Raul Gil. Muitas crianças cantavam no programa dele. Aquilo era um sonho para mim.
Pensei que as pessoas estariam para sempre em minha vida. Achava que as amigas seriam para sempre, ao mesmo tempo em que parava de falar com quem quer que seja de um dia para o outro. Podia ficar o resto da vida sem falar com um grande amigo sem nenhuma preocupação.
Odiava música brega. Até que de tanto ser obrigada a escutar Reginaldo Rossi, entre outros, acabei gostando de verdade desse tipo de música. Tudo culpa do meu pai.
Não sabia dançar forró. Resolvi aprender. Aprendi bem, muito bem. A ponto de ficar me exibindo quando saia para dançar.
Hoje, aos 21, ainda com os olhos repletos de sonhos, com o coração cheio de desejos e vontades, fico pensando, enquanto tomo meu sorvete, se todos esses sonhos ainda são os mesmos; se ainda costumo agir do mesmo jeito e se daqui para frente serei mais ou menos eu; e se isso realmente terá alguma importancia, ou se nem vou perceber essas mudanças de pensamento.
Espero, daqui alguns anos, estar mais certa do que quero, ou , quem sabe, com mais dúvidas. Porque essas dúvidas são provas de que estou vivendo e adquirindo novas experiências.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Mensagem a duas amigas

Minha bela, não fique cansada com as injustiças da vida. Me canso porque os acontecimentos têm me transformado em pessoa menos pasta, mais humilde e sossegada, menos amedrontada, mais ingênua e menos ingênua. Coisa que não esperava conseguir alcançar.
Fico serena porque, diante de tudo que vem me acontecendo, pensar é a única coisa que posso fazer. Pense também. E assim como eu, aprenda que nem sempre precisamos estar imersos de oportunidades e bons momentos para estarmos contentes com o que temos.
Saiba também a hora de parar e recomeçar. Isso é importante. E sempre estará fazendo isso.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Sorria, mas nem sempre

Me olhe nos olhos e a partir disso pode notar todo o meu amor. Sorria por saber disso. Aproveite. Me beije profundamente. Me abraçe como nunca. Me ame como jamais amou. Seja meu melhor amigo. Saiba de todos os meus segredos. Os mais secretos. Me diga palavras bonitas e profundamente verdadeiras. Guarde fotos dos nossos momentos. Diga a todos que me ama.
Me escreva cartas. Me ligue no meio da madrugada. Faça amor comigo nos momentos mais malucos e nos locais mais insanos. Faça isso me olhando nos olhos. Saiba aproveitar um belo sorriso. Seja bom comigo que te amarei com toda força e verdade. Não minta para mim. Me trate com exclusividade. Seja meu cumplice. Meu amor. Me prometa um futuro juntos. Seja como for. O importante é que exista amor.

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Mas não me cobre. Não me diga o que fazer. Não me ensine como fazer. Não queira que eu seja o que você deseja. Não me peça para te dizer que todo o amor é verdadeiro. Não me peça para te amar mais que tudo. Não seja muito bom comigo. Não me diga que me ama tão profundamente.
Não deixe de fazer sexo comigo. Faça amor também. Entenda meus momentos de fraqueza e tristeza. Não queira competição. Me diga a verdade. Mas se for necessário, não me conte a verdade. Não me fale muito de amor. Não me trate com tanto carinho, isso tira minha vontade. Seja mais você e deixe que eu me coloque em primeiro lugar. Não duvide da minha capacidade.
Lembre-se que posso amar mais que tudo e por isso posso fazer tudo por você. Mas não pise no meu amor. Posso te odiar com toda intensidade.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Minha definição

"Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania.
Depende de quando e como você me vê passar".
Clarice Lispector

Clarice

"Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil".
***
"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida".
Clarice Lispector

domingo, 12 de julho de 2009

E o tempo

O que fazer com o tempo que não passa e o tempo que não para. Fico me perguntando como conseguirei entender a importancia do tempo. Algumas situações me pedem tempo para que possa resolvê-las, outras dependem de tempo para acontecer. E se não sou capaz de esperar? Quase nunca sou. Então, o objetivo é conseguir entender a profundidade do tempo.
Tempo, tempo, bendito tempo. Tempo, maldito tempo. Que passa e corrói. Que muda o que existia. Que me faz esquecer o que não queria esquecer jamais. Mas se não esqueço, sofro. Se esqueço, sofro também.
O tempo que tudo resolve me faz crer que aquele retrato já não será o mesmo daqui para frente. Que aquele velho e longo amor pode partir e que posso achar tudo isso o melhor acontecimento.
Tempo, aquele que muda meu pensamento. Que me faz reformular o que já estava certo. Que me faz odiar cada segundo que passo longe de alguém.
As horas vagas que nunca acabam quando penso no tempo. O livro ruim que demora para acabar. O coração que insiste em não se refazer. A mulher que decide não amadurecer. O abraço verdadeiro que logo acaba. O momento único que acaba em um segundo.
O relógio não para, ao mesmo tempo que para por algum tempo para que eu possa olhar a vida de maneira mais emergente e determinada.
A necessidade de que tudo aconteça hoje e não amanhã. A agonia de saber que tudo tem o seu tempo e que posso mudar de ideia a cada segundo. Quando terei a opção de não contar com o tempo e fazer tudo na hora que quero?
Tempo, tempo, velho tempo. Novo tempo. Mesmo tempo de sempre.

Exausta

De tanto pensar...
Pensar no menino que vi na rua, com a roupa suja e rasgada, o cabelo bagunçado, o olhar distante do mundo, como quem rejeita tudo o que é obrigado a aceitar, os pés sujos no chão. Pensei: "Ele não tem sandália". Mas que besteira, ele não tem nem o que comer. Qual, então, a importancia de uma sandália para ele?
Perguntei se ele estava com fome. Ele disse que estava, mas que não queria meu dinheiro.
Pensei no que podia fazer por ele, já ele é apenas um dentre tantos... Pude perceber como é se sentir um nada...
Pensar, às vezes, não resolve nada...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Das dificuldades

Há muito tempo venho pensando que o melhor é viver sem gostar, mas a dificuldade que existe para se cumprir isso é tão imensa que fico cansada, exausta, desesperada...
A impressão que tenho é que todo mundo concorda que não existe maneira de viver agindo sempre com a verdade. Todos mentem o tempo todo.
Não existe mais vínculo profundo, eterno, consistente. É tudo muito passageiro e inconstante. Quem gosta prefere não assumir, quem não gosta, prefere mentir. E dessa maneira, as pessoas se distanciam ainda mais umas das outras.
É difícil entender a maneira como a vida acontece. Enquanto uns compreendem a lógica de viver, (que é constante mudança), outros se distanciam da verdade, sempre buscam relacionamentos incompletos, incertos, e até mentirosos.
Não existe mais pureza, coração puro e verdadeiro. É tudo uma eterna competição para ver quem fica por cima e quem fica por baixo. Não existe sentimento. Todos, agora, pensam com a razão. O que não é errado, mas simplesmente engole o amor como se ele nunca tivesse tido nenhuma importancia. Sim, sou contra esse mundo antisentimental. Continuarei amando.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Saber amar...

O que será esse sentimento que machuca o coração...
Quando muito perto, causa angústia.
Quando muito longe, causa desespero.
No final, acaba magoando, mas o amor parece existir.
Será verdadeiro? Será somente pela dificuldade?
Ao mesmo tempo que existe evolução, quando com ele,
volto a não entender e não aceitar o que já havia compreendido.
Difícil explicar. Pessoas normais não entenderiam!!

Processo difícil

Existem sentimentos mais fortes que a própria vontade. Quando estou com raiva, por exemplo, não consigo fingir que tudo está muito bem. Talvez seja melhor assim. Mas nem sempre tenho certeza de que a escolha certa é falar a verdade e mostrar o que gosto e o que não gosto. Até porque, as coisas que menos desejamos acabam acontecendo quando menos esperamos, e, no meu caso, quando mais espero.
Tento entender que também existe o lado bom em tudo isso. Se coisas ruins não acontecem, jamais terei a base de experiência necessária para conviver com os outros. Agora, quem sabe qual a quantidade de experiência que se deve ter se agimos diferente em casa situação?! Pelo menos eu sou assim.
Os anos passam e parece que nem sempre a cabeça e principalmente o coração acompanha essa evolução. Continuo com raiva de coisas insanas e por mais que saiba o que não devo fazer, acabo fazendo mais uma vez.
Por mais que me denomine corajosa, morro de medo de que as pessoas me deixem. E esse medo me leva a agir contraditoriamente em vários momentos e com várias pessoas. Por medo, medo de perder. No fundo, no fundo, ninguém gosta de perder. Muito menos eu. Mas talvez seja esse o momento de perder e aproveitar para amadurecer a ideia de que nem sempre será bom para mim.