O que fazer com o tempo que não passa e o tempo que não para. Fico me perguntando como conseguirei entender a importancia do tempo. Algumas situações me pedem tempo para que possa resolvê-las, outras dependem de tempo para acontecer. E se não sou capaz de esperar? Quase nunca sou. Então, o objetivo é conseguir entender a profundidade do tempo.
Tempo, tempo, bendito tempo. Tempo, maldito tempo. Que passa e corrói. Que muda o que existia. Que me faz esquecer o que não queria esquecer jamais. Mas se não esqueço, sofro. Se esqueço, sofro também.
O tempo que tudo resolve me faz crer que aquele retrato já não será o mesmo daqui para frente. Que aquele velho e longo amor pode partir e que posso achar tudo isso o melhor acontecimento.
Tempo, aquele que muda meu pensamento. Que me faz reformular o que já estava certo. Que me faz odiar cada segundo que passo longe de alguém.
As horas vagas que nunca acabam quando penso no tempo. O livro ruim que demora para acabar. O coração que insiste em não se refazer. A mulher que decide não amadurecer. O abraço verdadeiro que logo acaba. O momento único que acaba em um segundo.
O relógio não para, ao mesmo tempo que para por algum tempo para que eu possa olhar a vida de maneira mais emergente e determinada.
A necessidade de que tudo aconteça hoje e não amanhã. A agonia de saber que tudo tem o seu tempo e que posso mudar de ideia a cada segundo. Quando terei a opção de não contar com o tempo e fazer tudo na hora que quero?
Tempo, tempo, velho tempo. Novo tempo. Mesmo tempo de sempre.