domingo, 12 de julho de 2009

E o tempo

O que fazer com o tempo que não passa e o tempo que não para. Fico me perguntando como conseguirei entender a importancia do tempo. Algumas situações me pedem tempo para que possa resolvê-las, outras dependem de tempo para acontecer. E se não sou capaz de esperar? Quase nunca sou. Então, o objetivo é conseguir entender a profundidade do tempo.
Tempo, tempo, bendito tempo. Tempo, maldito tempo. Que passa e corrói. Que muda o que existia. Que me faz esquecer o que não queria esquecer jamais. Mas se não esqueço, sofro. Se esqueço, sofro também.
O tempo que tudo resolve me faz crer que aquele retrato já não será o mesmo daqui para frente. Que aquele velho e longo amor pode partir e que posso achar tudo isso o melhor acontecimento.
Tempo, aquele que muda meu pensamento. Que me faz reformular o que já estava certo. Que me faz odiar cada segundo que passo longe de alguém.
As horas vagas que nunca acabam quando penso no tempo. O livro ruim que demora para acabar. O coração que insiste em não se refazer. A mulher que decide não amadurecer. O abraço verdadeiro que logo acaba. O momento único que acaba em um segundo.
O relógio não para, ao mesmo tempo que para por algum tempo para que eu possa olhar a vida de maneira mais emergente e determinada.
A necessidade de que tudo aconteça hoje e não amanhã. A agonia de saber que tudo tem o seu tempo e que posso mudar de ideia a cada segundo. Quando terei a opção de não contar com o tempo e fazer tudo na hora que quero?
Tempo, tempo, velho tempo. Novo tempo. Mesmo tempo de sempre.

Exausta

De tanto pensar...
Pensar no menino que vi na rua, com a roupa suja e rasgada, o cabelo bagunçado, o olhar distante do mundo, como quem rejeita tudo o que é obrigado a aceitar, os pés sujos no chão. Pensei: "Ele não tem sandália". Mas que besteira, ele não tem nem o que comer. Qual, então, a importancia de uma sandália para ele?
Perguntei se ele estava com fome. Ele disse que estava, mas que não queria meu dinheiro.
Pensei no que podia fazer por ele, já ele é apenas um dentre tantos... Pude perceber como é se sentir um nada...
Pensar, às vezes, não resolve nada...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Das dificuldades

Há muito tempo venho pensando que o melhor é viver sem gostar, mas a dificuldade que existe para se cumprir isso é tão imensa que fico cansada, exausta, desesperada...
A impressão que tenho é que todo mundo concorda que não existe maneira de viver agindo sempre com a verdade. Todos mentem o tempo todo.
Não existe mais vínculo profundo, eterno, consistente. É tudo muito passageiro e inconstante. Quem gosta prefere não assumir, quem não gosta, prefere mentir. E dessa maneira, as pessoas se distanciam ainda mais umas das outras.
É difícil entender a maneira como a vida acontece. Enquanto uns compreendem a lógica de viver, (que é constante mudança), outros se distanciam da verdade, sempre buscam relacionamentos incompletos, incertos, e até mentirosos.
Não existe mais pureza, coração puro e verdadeiro. É tudo uma eterna competição para ver quem fica por cima e quem fica por baixo. Não existe sentimento. Todos, agora, pensam com a razão. O que não é errado, mas simplesmente engole o amor como se ele nunca tivesse tido nenhuma importancia. Sim, sou contra esse mundo antisentimental. Continuarei amando.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Saber amar...

O que será esse sentimento que machuca o coração...
Quando muito perto, causa angústia.
Quando muito longe, causa desespero.
No final, acaba magoando, mas o amor parece existir.
Será verdadeiro? Será somente pela dificuldade?
Ao mesmo tempo que existe evolução, quando com ele,
volto a não entender e não aceitar o que já havia compreendido.
Difícil explicar. Pessoas normais não entenderiam!!

Processo difícil

Existem sentimentos mais fortes que a própria vontade. Quando estou com raiva, por exemplo, não consigo fingir que tudo está muito bem. Talvez seja melhor assim. Mas nem sempre tenho certeza de que a escolha certa é falar a verdade e mostrar o que gosto e o que não gosto. Até porque, as coisas que menos desejamos acabam acontecendo quando menos esperamos, e, no meu caso, quando mais espero.
Tento entender que também existe o lado bom em tudo isso. Se coisas ruins não acontecem, jamais terei a base de experiência necessária para conviver com os outros. Agora, quem sabe qual a quantidade de experiência que se deve ter se agimos diferente em casa situação?! Pelo menos eu sou assim.
Os anos passam e parece que nem sempre a cabeça e principalmente o coração acompanha essa evolução. Continuo com raiva de coisas insanas e por mais que saiba o que não devo fazer, acabo fazendo mais uma vez.
Por mais que me denomine corajosa, morro de medo de que as pessoas me deixem. E esse medo me leva a agir contraditoriamente em vários momentos e com várias pessoas. Por medo, medo de perder. No fundo, no fundo, ninguém gosta de perder. Muito menos eu. Mas talvez seja esse o momento de perder e aproveitar para amadurecer a ideia de que nem sempre será bom para mim.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Planos

Nao adianta fazer planos. É tudo muito passageiro. É tudo muito inconstante.
Então farei o seguinte: vou planejar somente comigo.
Ainda assim, posso mudar de ideia. Mas fazer o quê, se estou sempre mudando.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Viver para os outros

Defeitos humanos:
  1. necessidade de aplauso
  2. querer ser amado por todos
  3. desejar ser feliz todos os dias

Já li em algum lugar que felicidade demais é loucura, para mim, trata-se de fingimento. Quem é feliz todos os dia finge ter um sentimento impossível de acompanhá-lo durante todo tempo. A necessidade de aplausos e de ser adorado por todos serve apenas para aumentar a insegurança, outro terrível defeito. Acho que a vaidade jamais pode controlar a cena, pois ter a certeza do sucesso é outro tremendo defeito.

terça-feira, 12 de maio de 2009

O grande dia

Normalmente, dizem que nasci no dia 12 de maio e por isso devo comemorar e receber abraços e beijos neste dia, mas acho que não sei fazer muito bem o papel de "dona da situação" ou "dona do dia". Confesso que fico meio perdida, com vergonha, para baixo. Sim, fico deprimida. Minhas amigas, as que mais me conhecem, sabem disso muito bem. Fico pensativa. Sabe aquele dia que você tira para pensar no que fez de errado durante todo o tempo de vida? Ou no que fizeram de errado com você? Assim sou eu no dia do meu aniversário. No entanto, adoro ser paparicada, abraçada, lembrada. Adoro os telefonemas, as mensagem por telefone, as mensagens no orkut. Acho, inclusive, que aguardo o ano todo até chegar este dia e receber várias mensagens no orkut. Talvez ainda tenha orkut justamente por isso.
Só sei que parece que é neste dia que relembro ou confirmo que quem diz que me ama durante todos os dias do ano, realmente ama e isso, como diz a propaganda, "não tem preço".
Receber o feliz aniversário e saber que quem te deseja isso realmente quer que isso aconteça.
Receber o abraço apertado da mãe que tanto te ama e faz tudo por você. Olhar nos olhos do seu amor e ouvir ou ler "eu te amo".
Por estas pessoas especiais e únicas o dia de hoje é sensacional.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O que machuca?

Ultimamente, nada e tudo, ao mesmo tempo.
Sinto apenas que as coisas acontecem.
Toda aquela dor já não existe mais.
É tudo passageiro demais. Triste demais.
Real demais, para se ficar fantasiando.
A vida é isso e além disso, não se deve esperar mais nada.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O Brasil é isso que vemos

Acompanho, nos dias de transmissão pela TV Justica, a Audiência Pública que trata da integralidade ou não do atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde. É engraçado como todos os convidados se comportam, pois cada um defende seu ponto de vista com bastante veemência: "É necessário o direito a saúde para todos". "Deve-se se dar maior atenção aos pacientes que necessitam do SUS". Será que isso realmente vai acontecer?
Enquanto Deputados e Senadores, Ministros, Presidente do Senado, Presidente da Câmara e até mesmo o próprio Presidente da República tripudiam abusando do poder público, mandam e desmandam nas finanças públicas e colocam o Brasil ainda mais imerso em meio a tantas desigualdades sociais, os cidadão somente podem abaixar a cabeça e dizer que "o SUS é um programa conhecido mundialmente e nós brasileiros o possuímos". Que grande maravilha, já que só podemos utilizá-lo pele metade, e olhe lá.
Aos que ainda não sabem, o SUS é custeado pela própria sociedade, com pagamento de impostos e é esta mesma sociedade que não pode utilizar procedimentos que deviam ser direito de todo cidadão.
O Presidente do STF, Gilmar Mendes, resolveu discutir a integralidade do SUS por causa da grande quantidade de ações judiciais feitas pelos cidadãos que não possuem direito a certos medicamentos com grande eficácia e de baixo custo para o governo.
A partir deste ano, o SUS passa a realizar cirurgia de troca de sexo. Sem nenhum preconceito, mas não seria mais importante disponibilizar um medicamento para um paciente que sofre de câncer? Sabemos que estas são duas situações de grande desgaste para o paciente, mas no caso do cancer trata-se de vida ou morte.
É necessário que os engravatados que cuidam disso, saibam pesar o que é mais importante para a sociedade, porque enquanto eles discutem o futuro da sociedade, esperamos que, pelo menos desta vez, usando de bastante sabedoria, é claro, eles possam optar pela sociedade em sua integralidade.
Já não basta essa enorme desigualdade social??