terça-feira, 12 de janeiro de 2010

É essencial a força do que tem valor

Queria ao menos explicar que ando com problemas sentimentais fortes e intransponíveis. Mas não. Nem isso. Começo a entender que isso não é necessário, e não tem valor.
No momento, o importante é saber que o que é essencial, o que tem valor, e o que me faz mais forte andam lado a lado: é essencial aquilo que tem valor; sou mais forte quando tenho o que é essencial; e dou valor a maneira como consigo me adaptar à falta do que considero essencial.
Saber o que é essencial é o que importa. Penso que coisas insignificantes são importantes para mim. Besteira. Só é importante aquilo que é essencial.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Não se pode mais

Andar pelas ruas ficou complicado. Já não se pode mais se convencer de algo por conta própria, em voz alta. Quando se procura um lugar vazio, nem que seja para chorar, as pessoas aparecem, olham, comentam. Odeio tanta observação. Queria, por pelo menos um dia, viver em um mundo sem ninguém por perto. Talvez assim aceitasse melhor a ideia de viver entre tantas e tantas pessoas, e tantas e tantas histórias que se repetem. Pensando bem, melhor ter uma história repetida do que não ter história. Prefiro ter vida, do que não ter peso.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Tentando me explicar

Forte e sentimental. Sou a contradição em pessoa. Isso pode parecer horóscopo do dia, mas não é. Sou do signo de Touro. Talvez por isso goste tanto de falar sobre quem eu sou, mesmo sabendo que jamais conseguirei me descrever com total precisão. Tenho vontades que não sei como explicar, e não vontades que não tem no mundo quem consiga me fazer mudar de ideia. Sou meio tímida com algumas pessoas, no ambiente de trabalho, por exemplo. Mas isso somente até fazer amizades. Verdadeiras amizades. Porque se for apenas coleguismo, continuo sem conseguir me soltar. E quando não me solto, sou capaz de odiar o lugar e as pessoas.
Com os amigos e família sou eu ao extremo. Com todos os defeitos e qualidades possíveis. E por falar em defeitos, tenho muitos. É muito fácil alguém me tirar do sério. Implico até com o cara que quer pegar a minha vaga no estacionamento, ou com a pessoa que, por estar em um dia ruim, resolve me olhar de cara feia. Olho de volta com uma cara ainda mais feia. Sou vingativa,
mas só consigo ser assim com pessoas que não gosto ou não gosto mais. De quem ainda gosto e considero, pode esqueçer, serei fiel até o último momento.
Gosto de atenção, carinho e amor verdadeiro. Não me demonstre que sou segundo plano. Isso me mata de raiva. Se quiser pisar no meu amor, tudo bem, eu aguento. Não tenho vergonha de continuar gostando de alguém que não gosta de mim. Mas como tudo tem seu momento, saiba que quando eu deixar de gostar, será com um imenso sorriso no rosto. Acho que faço isso porque sou sentimental demais. Chego a ser insuportável. Vou contra o que todos pensam e falam. Faço do meu jeito. E, sim, fico com aquele cara que todos me dizem que não devo ficar porque ele não presta.
Choro se vejo alguém na rua pedindo dinheiro, e me irrito se alguém quer me encher de papeis enquanto espero o sinal abrir.
Amo minha família, mas nem sempre pensei em ter a minha família. Isso sempre, aliás, nunca foi prioridade em minha vida. Mas caso encontre alguém disposto a isso, vou querer, claro. Prioridade sempre foi me formar. E não tem essa de fazer Direito ou Medicina só ára agradar meu pai, ou para ganhar muito dinheiro. Tinha que ser Jornalismo, porque ainda acredito que conseguirei mudar algumas pessoas, e o que elas pensam a respeitos das outras pessoas.
Adoro conversar, adoro pessoas, mas de TPM sou capaz de odiar por causa de uma simples buzina. Odeio muito barulho, por isso raramente estou em shows. Odeio calor e gente fresca. As duas coisas são terríveis para mim.
Gosto de beber com os amigos, mas com aqueles que realmente considero. Não sei trair uma amizade, e ainda acredito que existem muitas pessoas boas no mundo. Quando alguém me magoa, choro, e depois me revolto comigo mesma por ter acreditado que as pessoas são boas.
Adoro criança, elas conseguem me fazer chorar em questão de segundos. Me apaixono muito fácil por elas. Datas como natal, ano novo e meu aniversário conseguem me deixar deprimida, mas não abro mão das comemorações, a não ser no meu aniversário, que, se pudesse, ficaria em casa, sem olhar para a cara de ninguém. Adoro ficar em casa, assistindo filme, com um pote de sorvete e um doritos. Meu Deus, que perfeição. Gosto das coisas simples, bem simples. Mas sou determinada quando quero algo que não é simples. Adoro sorrir, dar gargalhadas, e, se não aguentar segurar o xixi, problema, faço na roupa mesmo.

sábado, 5 de dezembro de 2009

É com grande desgosto

Começo com uma frase que está na contramão da realidade: "O mundo é pequeno para caramba". Claro que o mundo não é pequeno, o mundo é imenso. Sou a favor da mistura de raças, credos, atitudes, mas essa história de que somos todos iguais é balela. Somos diferentes, muito diferentes. Percebo a diferença quando um político entra em cena. É incrível como ele é diferente de mim, ou de você que resolveu para para ler estas palavras. A oportunidade faz o caráter da pessoa. Isso acontece muito com os políticos, que podem ser pessoas maravilhosas antes de possuiren poder, e verdadeiros animais que só pensam no dinheiro quando estão em posições diferentes. Como a ocupação de um cargo político, por exemplo. Finalizo da seguinte maneira: o mundo é imenso. Tem gente de todo tipo. Pessoas diferentes, com pensamentos e atitudes, as vezes, iguais, mas uma coisa nunca muda: grandes responsabilidades e poderes, fazem com que algumas pessoas sejam sempre do mesmo jeito. Os políticos, por exemplo.

domingo, 22 de novembro de 2009

Crescimento

E, então, finalmente, consegui entender que não é na base da porrada e da voz alta que as coisas se resolvem.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A palavra é concisão

Estava feliz da vida, a festejar a data de alguém querida, quando me deparo com o olhar que deseja me despistar e se encontrar com aquele que pertence ao homem com o qual me vejo. Senti repulsa. Certos laços não devem ser exaltados.

A arte do querer

Quero mais que tudo que as pessoas possam avaliar o que de melhor elas possuem. Quero e como quero as melhores amigas, porque as piores estão sempre por perto. Pode até ser um pouco de exagero. Mas, sim, quero que os melhores momentos sejam ao lado das melhores pessoas. E se não for pedir muito, quero as melhores pessoas. Quero a criança com o sorriso mais verdadeiro e as palavras mais sem-noção. Porque me cansa demais ter que ouvir as "melhores" palavras apenas como consolo para as insatisfações de cada um. Quero assistir os filmes mais românticos e os mais aterrorizantes, porque é de aventura no último volume que eu gosto. Quero e sempre quis ser amada. E se puder ser por todos, melhor ainda. Apenas quero o pote de sorvete, o melhor sorvete. Quero o melhor texto. Porque prefiro ser a melhor jornalista ao invés da jornalista meio termo. Não é o sucesso que me interessa e sim a "arte de escrever bem", a arte de saber escrever. Quero os melhores lugares ao meu alcançe. Enfim, quero tudo de melhor que posso ter. Diante de tudo de ruim que pode acontecer, quero as melhores perspectivas, os melhores pensamentos. Quero e como quero, porque querer é apenas querer. Trata-se de uma arte. Continuo querendo, como sempre quis, a melhor, o melhor.

sábado, 19 de setembro de 2009

Recado direto

Mais uma vez tenho que aguentar olhares amadores, atos insanos,
proximidades falsas, verdades inventadas, amizades criadas,
abraços que querem apenas sentir o cheiro da minha felicidade,
palavras que pretender levar ao engano... E diante de tudo isso,
logo eu que sempre acreditei e segui o coração, prefiro pensar
que não é de amor que o ser humano é feito.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Mundo erótico e caro

Em um belo sábado, com um sol tão quente que acabei ficando com sede (coisa rara), resolvi fazer mais uma visitinha a sex shop do Conic. A principio, fui descobrir os preços dos vibradores para realizar uma pauta para o Jornal Esquina. Depois, acabei incorporando as maravilhas de se estar em uma sex shop e descobri algumas ferramentas que poucas mulheres têm a coragem de assumir que podem ser prazerosas.

Em meio a uma descontraída conversa com Denise, vendedora da loja, descobri que muita gente passa por ali e compra os mais improváveis produtos, aliás, é de improváveis opções que uma sex shop está cheia. Tem vibrador de todo tamanho e com as mais variadas funções. A prova de que a tecnologia está presente em todos os lugares. Com uma pequena máquina que funciona por meio de pilhas ou baterias, homens e mulheres podem aproveitar objetos diferentes que proporcionam sensações também diferentes, ou quem sabe, mais intensas.

Esta visita me fez pensar sobre qual a finalidade dos produtos eróticos vendidos em uma sex shop e principalmente, se eles têm a capacidade de melhorar ou aperfeiçoar alguns relacionamentos. Pensei ainda na quantidade absurda de produtos para as mulheres e nos poucos produtos para os homens.

Enquanto estava na loja, entraram casais curiosos, casais que realmente queriam comprar e mulheres sem acompanhante que já entram sabendo o que querem comprar; aquelas que já são clientes da loja ou clientes do mundo erótico e que agora não conseguem mais largar o osso.

O que todo mundo deve achar muito ruim é o fato de um simples produto, como um minúsculo óleo custar mais de R$ 50,00. Dentre os vibradores, o mais barato que encontrei custa quase R$ 90,00; o mais caro está na faixa dos R$ 420,00. Então, as opções para que o sexo fique diferente, quem sabe mais gostoso, ou qualquer coisa do tipo existem; mas para que possam ser utilizados, os "adoradores" devem desembolsar um valor absurdo.

É claro que é fácil encontrar, na loja, todos os tamanhos e variações de vibradores. São tantas coisas que, para alguns, a utilização dos produtos pode colocar tecnologia demais onde não deve ter. Mas será que mais e mais pessoas estão aderindo aos prazeres da tecnologia erótica? Difícil ter certeza, até porque, para muitas mulheres, tudo aquilo que vi na loja é muito sem necessidade e abusado.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Vai entender...

Descobri que é mesmo o tempo que muda o meu jeito de agir. No inicio, prefiro ficar mais distante das pessoas. Com o tempo (às vezes muito, às vezes pouco), me aproximo e descubro que a conclusão inicial (daquilo que a pessoa é) é o que determina como será o contato daí para frente. A proximidade me faz perceber que todo olhar que recebo pode significar crítica positiva ou negativa, depende do meu ponto de vista e do humor da pessoa. É tudo muito subjetivo. Tudo muda e eu apenas sigo o ritmo da música.