Nao adianta fazer planos. É tudo muito passageiro. É tudo muito inconstante.
Então farei o seguinte: vou planejar somente comigo.
Ainda assim, posso mudar de ideia. Mas fazer o quê, se estou sempre mudando.
terça-feira, 19 de maio de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Viver para os outros
Defeitos humanos:
- necessidade de aplauso
- querer ser amado por todos
- desejar ser feliz todos os dias
Já li em algum lugar que felicidade demais é loucura, para mim, trata-se de fingimento. Quem é feliz todos os dia finge ter um sentimento impossível de acompanhá-lo durante todo tempo. A necessidade de aplausos e de ser adorado por todos serve apenas para aumentar a insegurança, outro terrível defeito. Acho que a vaidade jamais pode controlar a cena, pois ter a certeza do sucesso é outro tremendo defeito.
terça-feira, 12 de maio de 2009
O grande dia
Normalmente, dizem que nasci no dia 12 de maio e por isso devo comemorar e receber abraços e beijos neste dia, mas acho que não sei fazer muito bem o papel de "dona da situação" ou "dona do dia". Confesso que fico meio perdida, com vergonha, para baixo. Sim, fico deprimida. Minhas amigas, as que mais me conhecem, sabem disso muito bem. Fico pensativa. Sabe aquele dia que você tira para pensar no que fez de errado durante todo o tempo de vida? Ou no que fizeram de errado com você? Assim sou eu no dia do meu aniversário. No entanto, adoro ser paparicada, abraçada, lembrada. Adoro os telefonemas, as mensagem por telefone, as mensagens no orkut. Acho, inclusive, que aguardo o ano todo até chegar este dia e receber várias mensagens no orkut. Talvez ainda tenha orkut justamente por isso.
Só sei que parece que é neste dia que relembro ou confirmo que quem diz que me ama durante todos os dias do ano, realmente ama e isso, como diz a propaganda, "não tem preço".
Receber o feliz aniversário e saber que quem te deseja isso realmente quer que isso aconteça.
Receber o abraço apertado da mãe que tanto te ama e faz tudo por você. Olhar nos olhos do seu amor e ouvir ou ler "eu te amo".
Por estas pessoas especiais e únicas o dia de hoje é sensacional.
Só sei que parece que é neste dia que relembro ou confirmo que quem diz que me ama durante todos os dias do ano, realmente ama e isso, como diz a propaganda, "não tem preço".
Receber o feliz aniversário e saber que quem te deseja isso realmente quer que isso aconteça.
Receber o abraço apertado da mãe que tanto te ama e faz tudo por você. Olhar nos olhos do seu amor e ouvir ou ler "eu te amo".
Por estas pessoas especiais e únicas o dia de hoje é sensacional.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
O que machuca?
Ultimamente, nada e tudo, ao mesmo tempo.
Sinto apenas que as coisas acontecem.
Toda aquela dor já não existe mais.
É tudo passageiro demais. Triste demais.
Real demais, para se ficar fantasiando.
A vida é isso e além disso, não se deve esperar mais nada.
Sinto apenas que as coisas acontecem.
Toda aquela dor já não existe mais.
É tudo passageiro demais. Triste demais.
Real demais, para se ficar fantasiando.
A vida é isso e além disso, não se deve esperar mais nada.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
O Brasil é isso que vemos
Acompanho, nos dias de transmissão pela TV Justica, a Audiência Pública que trata da integralidade ou não do atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde. É engraçado como todos os convidados se comportam, pois cada um defende seu ponto de vista com bastante veemência: "É necessário o direito a saúde para todos". "Deve-se se dar maior atenção aos pacientes que necessitam do SUS". Será que isso realmente vai acontecer?
Enquanto Deputados e Senadores, Ministros, Presidente do Senado, Presidente da Câmara e até mesmo o próprio Presidente da República tripudiam abusando do poder público, mandam e desmandam nas finanças públicas e colocam o Brasil ainda mais imerso em meio a tantas desigualdades sociais, os cidadão somente podem abaixar a cabeça e dizer que "o SUS é um programa conhecido mundialmente e nós brasileiros o possuímos". Que grande maravilha, já que só podemos utilizá-lo pele metade, e olhe lá.
Aos que ainda não sabem, o SUS é custeado pela própria sociedade, com pagamento de impostos e é esta mesma sociedade que não pode utilizar procedimentos que deviam ser direito de todo cidadão.
O Presidente do STF, Gilmar Mendes, resolveu discutir a integralidade do SUS por causa da grande quantidade de ações judiciais feitas pelos cidadãos que não possuem direito a certos medicamentos com grande eficácia e de baixo custo para o governo.
A partir deste ano, o SUS passa a realizar cirurgia de troca de sexo. Sem nenhum preconceito, mas não seria mais importante disponibilizar um medicamento para um paciente que sofre de câncer? Sabemos que estas são duas situações de grande desgaste para o paciente, mas no caso do cancer trata-se de vida ou morte.
É necessário que os engravatados que cuidam disso, saibam pesar o que é mais importante para a sociedade, porque enquanto eles discutem o futuro da sociedade, esperamos que, pelo menos desta vez, usando de bastante sabedoria, é claro, eles possam optar pela sociedade em sua integralidade.
Já não basta essa enorme desigualdade social??
Enquanto Deputados e Senadores, Ministros, Presidente do Senado, Presidente da Câmara e até mesmo o próprio Presidente da República tripudiam abusando do poder público, mandam e desmandam nas finanças públicas e colocam o Brasil ainda mais imerso em meio a tantas desigualdades sociais, os cidadão somente podem abaixar a cabeça e dizer que "o SUS é um programa conhecido mundialmente e nós brasileiros o possuímos". Que grande maravilha, já que só podemos utilizá-lo pele metade, e olhe lá.
Aos que ainda não sabem, o SUS é custeado pela própria sociedade, com pagamento de impostos e é esta mesma sociedade que não pode utilizar procedimentos que deviam ser direito de todo cidadão.
O Presidente do STF, Gilmar Mendes, resolveu discutir a integralidade do SUS por causa da grande quantidade de ações judiciais feitas pelos cidadãos que não possuem direito a certos medicamentos com grande eficácia e de baixo custo para o governo.
A partir deste ano, o SUS passa a realizar cirurgia de troca de sexo. Sem nenhum preconceito, mas não seria mais importante disponibilizar um medicamento para um paciente que sofre de câncer? Sabemos que estas são duas situações de grande desgaste para o paciente, mas no caso do cancer trata-se de vida ou morte.
É necessário que os engravatados que cuidam disso, saibam pesar o que é mais importante para a sociedade, porque enquanto eles discutem o futuro da sociedade, esperamos que, pelo menos desta vez, usando de bastante sabedoria, é claro, eles possam optar pela sociedade em sua integralidade.
Já não basta essa enorme desigualdade social??
terça-feira, 28 de abril de 2009
Saudades
Fico pensando que sempre será assim: vou conhecer novas pessoas, firmar amizades e logo em seguida irei para outro lugar. Agora, na minha cabeça, esta mudança funciona de maneira madura e sensata. Consigo pensa que a vida é mesmo assim. É necessário estar em um lugar somente até certo tempo. E depois não devo estar mais no mesmo lugar. Isso ensina. Mas, ao mesmo tempo, deixa saudades e lembranças que machucam.
Lembro do tempo de criança. Não lembro tudo que deveria lembrar, mas, sinceramente, não devo ter muitas coisas para lembrar. As coisas sempre acontecem de uma hora para outra comigo. Um dia estou em um trabalho, dia seguinte já estou em outro.
Quando sinto que devo ficar triste por alguma coisa, vem um novo acontecimento e me faz esquecer a tristeza que deveria sentir. As coisas vão passando por cima das outras, e no final, vejo que aprendi muita coisa.
No fundo, adoro todas as mudanças que acontecem de uma hora para outra. Mas fico, durante muito tempo, com saudade dos amigos que fiz e que agora não mais verei. Até do chefe vaidoso que somente quer a minha presença no trabalho e não pretende saber do meu potencial e esforço.
Os amigos que antes eram tão presentes hoje não são mais. Exceto alguns poucos que fazem de tudo para continuar próximos a mim. Em relação aos amigos, posso dizer que os verdadeiros continuam em minha vida até hoje. Mas nunca, nunca do mesmo jeito que um dia foram.
Nada será do jeito que hoje é. Isso é a mais pura verdade. Todo mundo tem certas atitudes, defeitos, pensamentos, qualidades. Acho que em mim, sobraram poucas qualidade e defeitos. Quase tudo mudou. Continuo com defeitos, claro, qualidade também, mas diante de tantas mudanças, nem sei mais o que sobrou.
Sinto saudades de algumas pessoas, momentos, trabalhos. Mas adoro os novos amigos, trabalho...
É uma saudade que ocasiona outras mudanças.
Lembro do tempo de criança. Não lembro tudo que deveria lembrar, mas, sinceramente, não devo ter muitas coisas para lembrar. As coisas sempre acontecem de uma hora para outra comigo. Um dia estou em um trabalho, dia seguinte já estou em outro.
Quando sinto que devo ficar triste por alguma coisa, vem um novo acontecimento e me faz esquecer a tristeza que deveria sentir. As coisas vão passando por cima das outras, e no final, vejo que aprendi muita coisa.
No fundo, adoro todas as mudanças que acontecem de uma hora para outra. Mas fico, durante muito tempo, com saudade dos amigos que fiz e que agora não mais verei. Até do chefe vaidoso que somente quer a minha presença no trabalho e não pretende saber do meu potencial e esforço.
Os amigos que antes eram tão presentes hoje não são mais. Exceto alguns poucos que fazem de tudo para continuar próximos a mim. Em relação aos amigos, posso dizer que os verdadeiros continuam em minha vida até hoje. Mas nunca, nunca do mesmo jeito que um dia foram.
Nada será do jeito que hoje é. Isso é a mais pura verdade. Todo mundo tem certas atitudes, defeitos, pensamentos, qualidades. Acho que em mim, sobraram poucas qualidade e defeitos. Quase tudo mudou. Continuo com defeitos, claro, qualidade também, mas diante de tantas mudanças, nem sei mais o que sobrou.
Sinto saudades de algumas pessoas, momentos, trabalhos. Mas adoro os novos amigos, trabalho...
É uma saudade que ocasiona outras mudanças.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Maiores venenos!
A insegurança, assim como a desconfiança, é um dos maiores venenos que existem. Eles podem nos levar a mudar de pensamento e atitude.
A falta de posicionamento, às vezes, pode ocasionar na escolha de viver a vida do outro primeiro, para depois viver a própria vida.
Felicidade não é sempre abrir mão do que se quer e pensa em prol do outro. Além do mais,
felicidade demais acaba se tornando um enorme tédio.
Infelicidade, às vezes, é consequência de muita dedicação ao outro e pouca atenção ao próprio equilibrio emocional.
Egoísmo, assim como a autoafirmação, é uma escolha corajosa e perigosa. Não consigo ser assim.
No entanto, não acreditar na capacidade que se pode ter é uma verdadeira burrice.
A falta de posicionamento, às vezes, pode ocasionar na escolha de viver a vida do outro primeiro, para depois viver a própria vida.
Felicidade não é sempre abrir mão do que se quer e pensa em prol do outro. Além do mais,
felicidade demais acaba se tornando um enorme tédio.
Infelicidade, às vezes, é consequência de muita dedicação ao outro e pouca atenção ao próprio equilibrio emocional.
Egoísmo, assim como a autoafirmação, é uma escolha corajosa e perigosa. Não consigo ser assim.
No entanto, não acreditar na capacidade que se pode ter é uma verdadeira burrice.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Impossibilidades sentimentais
Acordei pensando em você e começei a escrever no ar a palavra amor. Daquele jeito que sempre faço. Começo a escrever com o dedo em qualquer lugar que esteja ao meu alcançe. Como não tinha nada (o chão, sua perna, seu braço ou a madeira da cama), escrevi no ar. É um pena que o ar e o tempo apaguem as palavras. Até porque, quando elas finalmente conseguem, de maneira básica e direta, dizer aquilo que qualquer um é capaz de entender e absorver, elas resolvem se apagar.
É como se fosse assim com tudo na vida. Quando encontro o ponto, o lugar, quando resolvo o que precisava resolver, essas questões se apagam e outras aparecem no lugar. Quando o problema não é o amor exagerado, é a falta de amor.
Sim, sou muito contraditória. Como consigo dizer que não acredito no amor e agora estou aqui falando de amor? Cobrando que você coloque a palavra "amor" na carta que me escreveu. Isso não é assim tão fácil. Principalmente para você que morre de medo de dizer o que sente e até mesmo de sentir o que pode sentir.
Então, me tranco no meu medo e abuso do meu direito de não acreditar nas pessoas. Estou certa. Como vou acreditar no que uma pessoa me diz? E por que não acreditar, se é possível que eu sinta um sentimento verdadeiro? Então tudo é possível. Até mesmo você conseguir escrever profundamente sobre sentimentos.
No final da carta você dizia "com AMOR", mas será que você quis dizer que ela foi escrita com carinho, amor, dedicação, com amor à escrita e até mesmo àquilo que me escrevia, ou a carta foi escrita com amor por mim? Difícil saber. Mas sei que também tenho essa incompetência, impossibilidade, vergonha, medo, ou sei lá o quê.
É como se fosse assim com tudo na vida. Quando encontro o ponto, o lugar, quando resolvo o que precisava resolver, essas questões se apagam e outras aparecem no lugar. Quando o problema não é o amor exagerado, é a falta de amor.
Sim, sou muito contraditória. Como consigo dizer que não acredito no amor e agora estou aqui falando de amor? Cobrando que você coloque a palavra "amor" na carta que me escreveu. Isso não é assim tão fácil. Principalmente para você que morre de medo de dizer o que sente e até mesmo de sentir o que pode sentir.
Então, me tranco no meu medo e abuso do meu direito de não acreditar nas pessoas. Estou certa. Como vou acreditar no que uma pessoa me diz? E por que não acreditar, se é possível que eu sinta um sentimento verdadeiro? Então tudo é possível. Até mesmo você conseguir escrever profundamente sobre sentimentos.
No final da carta você dizia "com AMOR", mas será que você quis dizer que ela foi escrita com carinho, amor, dedicação, com amor à escrita e até mesmo àquilo que me escrevia, ou a carta foi escrita com amor por mim? Difícil saber. Mas sei que também tenho essa incompetência, impossibilidade, vergonha, medo, ou sei lá o quê.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Já estava escrito
Agora que finalmente consegui assistir "Quem quer ser um milionário" de Danny Boyle, compreendo porque o filme ganhou o Oscar.
Ele é envolvente, inteligente, possui um clima adorável de ingenuidade por parte das crianças que atuam no filme e por mais que já saibamos que o ator principal [Jamal Malik] será o ganhador de uma boa grana, o filme é surpreendente a cada minuto.
Tudo bem que a trama não foi diferente da maioria dos filmes onde o mocinho termina feliz no final. Mas acho que ele não se deu tão bem assim. A menina (Latika, eu acho) por quem ele era apaixonado não merecia o amor dele. Ela, sinceramente, só deu furo com ele. Não consigo entender por que ele correu tanto atrás dela.
Detalhe que o irmão de Jamal, já no final do filme, resolveu virar bonzinho. Até parece. O cara apronta com o próprio irmão o filme inteiro e no final resolve ajudá-lo? Que conversa fiada. Por causa de uma crise existencial, terá sido isso? Então agora é assim? O que vale é o final, e não o desenrolar da trama?
Tirando esses pormenores o filme mereceu perfeitamente o premio que ganhou. Adorei.
Discursos sociais
Ao assistir (novamente) Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, prestei atenção na conversa de Mia (Uma Thurman) e Vincent (John Travolta). Eles falavam sobre uma coisa que sempre pensei: estamos sempre falando imbecilidades por medo do silêncio; o silêncio é capaz de causar mais revolta ou reflexão do que mil palavras.
Às vezes, em uma roda de estranhos, precisamos falar sem parar para não parecer chato ou antissocial. Mesmo sem assunto é necessário falar, falar e falar.
Tenho medo do silêncio. Odeio silêncio. Prefiro pessoas que falam muito.
Infelizmente, não sei se as pessoas que falam muito fazem isso por gostarem e por odiarem o silêncio, assim como eu, ou simplesmente por medo do que as pessoas podem pensar a respeito.
Não existe coisa pior do que você conhecer uma pessoa que simplesmente não sabe conversar, que não abre a boca nem mesmo para bocejar. É muito ruim. Mas será mesmo necessário se falar besteiras, inutilidades, futilidades, somente para atender as expectativas de quem pode estar sentado na mesma mesa que você?
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